Desgraça Humana Pacata e Banal

IV - Vida e morte: abismo

Nas ruínas do pensamento ancestral
Vejo desenhos sobre um antigo Arcanjo do mal

Há também o rosto de um demônio,
Em seus olhos vejo o meu reflexo
Cruel, sanguinário, suicida

Depois de tanto resistir a idéia de morte
Finalmente concordei
Não senti nada, eu nunca senti
Apenas me joguei no fundo do poço

No limbo dos teus olhos
Me perco entre teus cílios
No cair da noite, não sobra nada
Se não a marca da corda no pescoço
Sou eu. Estou morto, não…

Eu sempre estive morto.